Tudo sobre hepatite e seus diferentes tipos.

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Tudo sobre hepatite e seus diferentes tipos.

Tudo sobre hepatite e seus diferentes tipos.

Sim, as hepatites de etiologia viral são classificadas como doença contagiosa, podendo ser adquirida através da transmissão orofecal (hepatite A e E), sexual (hepatite A, B, D) ou parenteral sistêmica através de contato com sangue e/ou derivados (hepatite B, C, D), assim como com instrumentos contaminados por líquidos orgânicos, como tesouras e instrumentos utilizados em pedicure ou manicure.

O vírus da hepatite B está presente em cerca de 0,4% da população brasileira, sendo mais observado em algumas regiões brasileiras, como na região Oeste do Estado do Paraná, no Estado do Espírito Santo (ambas com grande imigração de origem italiana que trouxe vírus com seus antepassados) e a região amazônica, principalmente entre populações ribeirinhas e indígenas, associadas ao vírus da hepatite D (Delta). Nos Estados de São Paulo e Paraná, tem sido encontrada em populações de origem oriental japonesa, que também receberam a transmissão de seus antepassados.

A transmissão do vírus da hepatite B ocorre nessas regiões citadas através da transmissão vertical (ou seja, das mães para os filhos) ao nascer, podendo ter uma alta taxa de evolução para a cronicidade dos casos quando não se diagnostica a presença do vírus no período pré-natal, ocorrência esta que pode ser evitada com a imunoprofilaxia ativa dos bebês ao nascer com o uso da vacina contra o vírus da hepatite B. O vírus da hepatite B também pode ser transmitido através de contatos íntimos e/ou sexuais, por meio da saliva ou fluidos contaminados. Esta via de contaminação é a mais frequente na fase adulta da população, ocorrendo uma alta eliminação do vírus com o desenvolvimento de defesa imunológica, com uma baixa evolução para a cronicidade.

O vírus da hepatite C ocorre em cerca de 1,4% das populações das capitais brasileiras que se consideram assintomáticas e com uma alta taxa de evolução para a cronicidade. O mecanismo de transmissão mais frequente é através da via parenteral, ou seja, com sangue e derivados, por transfusões e/ou instrumentos contaminados. Raramente é transmitido por via sexual e vertical, com exceção de certas populações de risco, como usuários de drogas e homoafetivos.

Os pacientes que evoluem para a cronicidade, tanto com hepatite B ou C, com o passar do tempo vão produzindo fibrose do fígado, chegando à cirrose hepática (que é a fase mais avançada da fibrose) e alta ocorrência de carcinoma hepatocelular (câncer primário do fígado).

É muito importante o diagnóstico precoce da doença para se instituir um tratamento para evitar a evolução para as fases mais avançadas da doença. Os tratamentos atuais são muito eficazes com as drogas existentes. No caso da hepatite B consegue-se uma inibição da multiplicação do vírus e, no caso da hepatite C, uma alta taxa de eliminação do vírus.

A hepatite C é a primeira causa de indicação de transplante de fígado no Brasil e a hepatite B, a quarta causa! A vacina existe somente para prevenir a infecção contra o vírus da hepatite B e da hepatite A. Infelizmente, não existe para a hepatite C.

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