A fantástica fábrica chamada fígado

A fantástica fábrica chamada fígado

Espero que você e seu fígado estejam bem. Afinal, estamos falando do principal laboratório do corpo humano. Responsável por metabolizar
muito do que entra pela boca, como gordura, proteína, carboidrato, açúcar, álcool e algumas medicações. Isso porque até 70% do sangue que passa pelo
fígado vem do estômago, onde o que foi ingerido é, depois de digerido, jogado na corrente sanguínea. Um trabalho árduo quando a gente lembra que o brasileiro
anda comendo e bebendo demais, tanto que mais da metade da população está com sobrepeso e já somos o quinto maior consumidor de álcool em todo o continente americano.

Sorte a nossa que o fígado é um trabalhador exemplar, tanto que ele tem outras funções essenciais, entre elas eliminar resíduos tóxicos do organismo; armazenar e liberar a glicose, que é a nossa grande fonte de energia; metabolizar medicamentos e hormônios; produzir bile, uma substância que ajuda a digerir alimentos gordurosos; fabricar partículas que transportam o colesterol bom e ruim; absorver vitaminas e sais minerais e destruir as células vermelhas do sangue que estão com algum problema.

Dito isso, é bem provável que você esteja se perguntando por que o fígado não está entre os assuntos mais pesquisados no Google nem é pauta frequente do Jornal Nacional ou tema de propaganda, como acontece com o coração, o estômago e o pulmão. Há várias explicações para isso, e uma delas é que o fígado sofre calado. Ao contrário do coração, que parece que vai pular do peito quando acelera por algum problema; do pulmão, que você sente trabalhar toda vez que respira; e do estômago, que incha e dói depois de comer ou beber demais.

Já o fígado dificilmente dá sinal de que algo vai mal, e isso mesmo quando ele é atingido por uma doença. E é aí que mora o perigo, porque a pessoa geralmente só vai se dar conta da gravidade da situação quando o fígado ficar insuficiente. E a má notícia é a ciência ainda não inventou uma máquina que possa substituir o fígado até que ele seja transplantado, assim como acontece com os rins. Para evitar complicações, minha dica é que você siga uma alimentação balanceada, não faça dieta sem a orientação de um profissional e que no próximo check-up peça para o seu médico incluir uma avaliação hepática, mesmo que, aparentemente, tudo esteja bem. Pense nisso e consulte um gastroenterologista com título de especialista em hepatologia pela Sociedade Brasileira de Hepatologia, certo? Um abraço!

 

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