Continuação: Exames laboratoriais: quais fazer e por quê

Continuação: Exames laboratoriais: quais fazer e por quê

 

Olá! Espero que você e o seu fígado estejam bem. E é em nome disso que vou dar continuidade ao vídeo sobre os testes de função hepática que devem ser incluídos no check-up anual.

Como já contei sobre os exames que avaliam as enzimas hepáticas, agora é a vez de falar dos que medem as proteínas produzidas pelo fígado e a bilirrubina – um nome que muita gente já ouviu falar, mas não sabe o que significa. A hora de esclarecer é agora.

O exame proteína total verifica os níveis de albumina e globulinas;

a albumina avalia uma boa ou não função de seu fígado, sendo importante para transportar substâncias no sangue e manter a água circulando nos vasos, evitando que ela extravase para os tecidos e seu corpo inche por completo.

As globulinas ajudam o sistema imunológico a nos defender, principalmente a lutar contra infecções.

Níveis alterados dessas proteínas pode ser sinal de lesão hepática ou de outras condições, principalmente em doenças crônicas.

O outro exame que analisa as proteínas se chama teste do tempo de protrombina. Proteina esta que é produzida no fígado. Como o nome sugere, ele mede quanto tempo o sangue leva para coagular. Se demorar demais, pode indicar a presença de lesão hepática ou deficiência de vitamina K, que é uma vitamina lipossolúvel, ou seja, dependente das gorduras para ser absorvida nos intestinos.

Por fim, há o teste da bilirrubina, que é uma substância produzida pelo corpo quando os glóbulos vermelhos do sangue são destruídos por algum motivo. Quando o fígado está lesado, as bilirrubinas podem sair das células hepáticas e cair na corrente sanguínea, produzindo a icterícia, ou seja, o amarelamento dos olhos, das mucosas e da pele. E quando parte desse excedente de bilirrubina é eliminado pela urina, a pessoa faz xixi da cor de Coca-Cola. E sente um susto tremendo, claro.

Como em nem todos os casos o fígado dá esse sinal nítido de que algo está errado, o ideal é se antecipar às alterações que podem acontecer nesse precioso órgão. E acompanhar o funcionamento dele por meio desses exames que não doem nada para serem feitos. Basta ceder um pouco do seu sangue.

Diante de qualquer dúvida, consulte um gastroenterologista com título de especialista em hepatologia pela Sociedade Brasileira de Hepatologia. Eu fico por aqui. Um abraço, e até o próximo AI, MEU FÍGADO!

 

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