Doença do fígado aguda X crônica

Doença do fígado aguda X crônica

Olá! Espero que você e seu fígado estejam bem. Principalmente porque as doenças hepáticas são bastante comuns. E, para complicar, elas podem comprometer não só o fígado, mas também diminuírem a função de outros órgãos, como os rins e o cérebro, o que frequentemente leva à invalidez e à morte prematura.

Mas você tem o poder de mudar o curso dessa história, e pode contar com a ciência para te ajudar nisso.

Avanços tecnológicos permitem fazer o diagnóstico precoce e realizar o tratamento adequado.

Para isso, é fundamental traçar o histórico da doença, o que inclui identificar se ela é aguda, ou seja, se pode ser curada em seis meses;

ou se é crônica, assim chamada quando evolui por mais de seis meses.

Essas costumam ser mais difíceis de diagnosticar por ter sintomas inespecíficos.

Entre eles fadiga, fraqueza, perda do apetite, perda de peso, gases, febre, dores articulares, coceira pelo corpo.

Nos estágios mais avançados é que surge a famosa icterícia, em que os olhos e a pele ficam amarelados, a urina sai escura, com cor de Coca-Cola, e as fezes ficam mais claras, o que torna mais obvio que o fígado está lesado.

Mas é perfeitamente possível fazer um bom diagnóstico antes de chegar a esse estágio tão grave. E ele começa no consultório, falando abertamente e sem constrangimentos ou vergonha para o médico sobre o consumo de álcool, drogas e anabolizantes, automedicação, chás e medicinas alternativas.

Conte também sobre possíveis alterações na pele e no corpo, como o aparecimento de aranhas vasculares, unhas esbranquiçadas, inchaço na barriga e, no caso específico de homens, o crescimento das mamas, chamado de ginecomastia, assim como da diminuição dos testículos e de perda da libido.

Para completar, é preciso fazer exames laboratoriais e de imagens, para verificar a possibilidade de ter uma combinação de doenças hepáticas. Sim, pode acontecer da mesma pessoa ter, por exemplo, cirrose provocada por alcoolismo e pelo vírus da hepatite C.

Sendo assim, fica o alerta para se cuidar e consultar um gastroenterologista com título de especialista em hepatologia pela Sociedade Brasileira de Hepatologia. Te vejo no próximo AI, MEU FÍGADO!

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