Carnaval, sexo e hepatite A

Carnaval, sexo e hepatite A

Olá! Espero que você e seu fígado estejam bem. E, em nome disso, quero fazer um alerta. É que de 2016 para cá estamos vendo um aumento considerável no número de adultos infectados com o vírus da hepatite A.
Se você acha que a culpa é de quem aproveita as idas ao litoral para comer frutos do mar, errou. Hoje, com as fazendas marinhas, a produção de ostras, mexilhões e camarões é bastante controlada. Agora o problema está no sexo sem proteção e no contato com água e alimentos contaminados.
O que pode acontecer nas mais variadas situações, inclusive no Carnaval, ao comer e beber nas barraquinhas de rua, ter romances no meio da folia e se jogar em riachos, lagos e até chafarizes próximos de lugares onde o saneamento básico é precário.
Apesar da hepatite A não evoluir para uma doença crônica, como acontece com as hepatites B e C, ela também é perversa porque pode comprometer o funcionamento do fígado, causar uma falência aguda do fígado, ou em casos mais graves, formas fulminantes. Diante disso, só se salva quem puder fazer um transplante.
Como ainda não existe uma medicação específica contra a hepatite A, o que se usa é o chamado tratamento de suporte ao paciente. Ele tem esse nome porque envolve o uso de remédios para controlar os sintomas da doença, que pode ser prevenida com vacina. Simples assim! Cuide-se, e consulte um gastroenterologista com título de especialista em hepatologia pela Sociedade Brasileira de Hepatologia. Um abraço, e até o próximo HepatoNews!

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