Série Álcool e Fígado: Por que parar de beber quando já se tem cirrose?

Série Álcool e Fígado: Por que parar de beber quando já se tem cirrose?

O estágio final da cirrose alcoólica é marcado por sinais e sintomas intensos. Entre os sintomas, sangramento de nariz (epistaxes), gengivas e esôfago, estômago e também pelos demais órgãos do tubo intestinal. Além de ascite, mais conhecida como barriga d’água, icterícia, que é o amarelamento da pele e dos olhos, e confusão mental. O que significa que o cérebro está sendo deteriorado por uma alta quantidade de substâncias tóxicas presentes no sangue. Afinal, o fígado parou de funcionar e não é mais capaz de eliminá-las. E, entre os sinais do estágio final da cirrose estão a presença de equimoses, hematomas, ginecomastia, que é o aumento das mamas em homens, que também podem perder os pelos, adotando um aspecto feminóide, além da queda da libido e desnutrição.
Como a situação é grave e não tem cura, muita gente acha que parar de beber é desnecessário. E até que seria uma maldade com o paciente, pois tiraria seu único prazer. Como hepatologista há 45 anos, discordo totalmente. Por mais que a abstinência alcoólica não seja capaz de recuperar o fígado, ela reduz a incidência das complicações, as idas à emergência e a progressão da doença. O que pode prolongar a vida do paciente e dar a ele a chance de entrar na lista para o transplante hepático.
Desistir da vida nunca deveria ser uma opção, não acha? Pense nisso. E, não deixe de consultar um gastroenterologista especialista em hepatologia.
Até o próximo AI, MEU FÍGADO!

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