Esteatose com disfunção metabólica: como está o tratamento atual?

Esteatose com disfunção metabólica: como está o tratamento atual?

A esteatose hepática associada à disfunção metabólica envolve mudanças sociais, psicológicas, físicas, dietéticas, genéticas e epigenéticas. O que explica porque trata-la e prevenir suas complicações é tão desafiador. Inclusive porque se não for cuidada com disciplina, essa esteatose pode evoluir para a cirrose e câncer primário de fígado.

Diante de tamanho risco, a terapêutica que adotamos atualmente consiste em controlar a obesidade. O que passa pela perda de peso através de mudanças no estilo de vida. Com a realização de dieta adequada, prática de atividade física, uso de medicamentos e, às vezes, cirurgia bariátrica.

Outro importante pilar do tratamento é o controle da diabetes tipo 2 e a redução dos fatores de risco cardiovasculares. O que se faz diminuindo a hiperglicemia, a hipertensão arterial e o colesterol alto.

Por fim, também é necessário tratar diretamente a doença hepática, com vitamina E e o hipoglicemiante pioglitazona, que melhoram a inflamação sem piorar a fibrose. Porém, essa recomendação deve ser feita com muita cautela, depois do médico especialista analisar a relação custo benefício. Afinal, a vitamina E em doses maiores que 800 IU/dia aumenta os riscos de mortalidade, de derrame cerebral hemorrágico e de câncer de próstata. Enquanto o pioglitazona eleva os riscos de edema, ganho de peso, osteoporose em mulheres e possível aumento de câncer de bexiga.

Por fim, é importante saber que mesmo o liraglutide, que atua diminuindo a resistência a insulina e/ou no metabolismo lipídico, também pode diminuir a esteato-hepatite sem piorar a fibrose, porém a sua indicação ainda é considerada muito prematura. E a metformina não é recomendada.

Por hoje é isso. Um abraço, e até o próximo AI, MEU FÍGADO!

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